Após testar várias vezes a região de 28,75 no final de março — e depois de ter ultrapassado brevemente os 30 pontos — o VIX voltou gradualmente a cair, seguindo o padrão típico observado após picos de volatilidade. As velas positivas foram raras nos últimos dois meses e, quando surgiram, frequentemente assumiram a forma de spinning tops com longos pavios superiores, sinalizando dificuldade em sustentar altas intradiárias.
O pico de 12 de maio não deve ser sobreinterpretado. O movimento refletiu a transição para o novo contrato futuro, uma vez que o VIX expira mensalmente na terceira terça-feira de cada mês. Neste caso, a alta esteve ligada ao contrato de junho que, devido à curva geralmente estar em contango, tende a provocar gaps de alta nos preços.
Esta dinâmica repete-se frequentemente dentro da clássica relação “VIX em queda, ações em alta”, permitindo que o indicador de volatilidade implícita recupere a partir de níveis tecnicamente deprimidos antes de retomar a sua trajetória descendente.
O índice aproxima-se agora de níveis que merecem atenção, com ainda 18 dias até à próxima rolagem dos contratos.
Análise Técnica
A região entre 17,00 e 17,80 representa a primeira zona de suporte. Um pouco abaixo, a área entre 15,25 e 16,00 corresponde a outra faixa onde o VIX historicamente tende a desacelerar, hesitar e ocasionalmente inverter direção. Uma última e mais importante zona encontra-se entre 13,40 e 13,85, embora não seja testada com frequência desde o período entre 2023 e 2024.

O que se destaca atualmente são os cenários de linhas de tendência traçados a partir da última vez que essa região inferior foi testada em 2024. Essas linhas cruzam atualmente perto de 18,06 — níveis atingidos ontem — e em torno de 16,70. Mesmo neste último caso, a distância para o preço atual de 17,87 permanece relativamente pequena. Caso o ambiente de baixa volatilidade persista, esse nível poderá ser alcançado rapidamente, potencialmente antes da próxima rolagem em 18 dias.
Isso sugere que o VIX poderá eventualmente apresentar uma recuperação mais significativa, em vez de apenas o movimento técnico normalmente gerado pela transição entre contratos futuros. Por esse motivo, vale a pena monitorar o índice — mesmo que não seja negociado diretamente — devido à forte relação entre o VIX e o S&P 500 e à importância mais ampla da volatilidade para os mercados acionistas.