Os futuros do West Texas Intermediate WTI recuaram para perto de 97,20 durante a sessão asiática de quarta-feira, após uma forte alta no início da semana. A queda ocorre em meio a crescentes preocupações com a demanda global por petróleo, impulsionadas pela inflação mais elevada nos Estados Unidos, o que reduziu o fôlego do recente movimento de alta.
O preço do petróleo havia avançado quase 8,5 por cento nas duas sessões anteriores, sustentado por tensões geopolíticas e riscos de oferta. No entanto, os dados mais recentes de inflação dos Estados Unidos mudaram o sentimento do mercado. O Índice de Preços ao Consumidor de abril veio acima do esperado, com inflação cheia de 3,8 por cento na comparação anual, superando as projeções e a leitura anterior. Já a inflação núcleo, que exclui alimentos e energia, subiu para 2,8 por cento, reforçando a persistência das pressões inflacionárias.
Uma inflação mais forte tende a levar a uma política monetária mais restritiva. Os mercados agora veem maior probabilidade de o Federal Reserve manter os juros elevados por mais tempo ou até promover uma nova alta. Custos de financiamento mais altos costumam desacelerar a atividade econômica, reduzindo a demanda por energia e limitando o potencial de valorização do petróleo.
No campo geopolítico, os acontecimentos recentes haviam sustentado a alta. As tensões entre Estados Unidos e Irã, somadas à falta de avanço nas negociações, aumentaram os temores de interrupções no fornecimento. O risco de instabilidade no Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte global de petróleo, também contribuiu para a pressão altista nos preços.
Declarações de Donald Trump chamaram atenção ao minimizar a necessidade de apoio externo nas negociações com o Irã e demonstrar confiança em alcançar um acordo de forma independente. Seus comentários antecedem um encontro relevante com Xi Jinping, que pode influenciar a dinâmica geopolítica e o sentimento dos mercados.
Por enquanto, o mercado de petróleo segue dividido entre forças opostas. Enquanto os riscos de oferta ainda oferecem suporte, as preocupações com uma possível desaceleração da demanda, impulsionadas pela inflação e pelo aperto monetário, começam a pesar mais sobre os preços.