A NVDA já não é o principal motor de ganhos entre ações ligadas ao setor de semicondutores. Desde os mínimos de 30 de março até ao fecho de ontem, a ação subiu 20,83%. No entanto, outros nomes conhecidos superaram significativamente: a Qualcomm avançou 38,03%, a Broadcom 43,64%, a AMD 77,09%, e a Micron — destaque recente — subiu 458% desde agosto, incluindo +85,06% apenas no último mês.
Esses ganhos ocorreram maioritariamente num único mês, ao longo de pouco mais de 20 sessões.
A NVDA continua a liderar em acordos estratégicos, investimentos e aquisições. Em fevereiro, adquiriu a empresa israelita Illumex e, nos últimos dois meses, firmou parcerias com Meta, Marvell e Hewlett Packard, entre outras. No entanto, o sentimento de mercado parece estar a mudar, com sinais de moderação no entusiasmo dos investidores.
Ainda não está claro se essa mudança será suficiente para impulsionar os índices mais amplos. A NVDA representa atualmente 12,92% do Nasdaq, enquanto as quatro ações mencionadas somam 8,99%, com a Broadcom a liderar com 5,28%.
Esta análise foca-se no recente false breakout observado na NVDA.
Análise Técnica
O false breakout é visível no gráfico de 4 horas. A 27 de abril, a NVDA ultrapassou brevemente o máximo anterior de $211,99 (29 de outubro), mantendo-se acima desse nível por pouco mais de duas sessões, com máximo em $216,68.
Não é a primeira vez que ocorre. Um padrão semelhante surgiu há cerca de um mês, perto dos mínimos, quando o nível de $169 parecia ter sido rompido — mas acabou por marcar o início de uma recuperação.

A NVDA mantém-se em range há vários meses, entre cerca de $170 e $210, com maior atividade abaixo de $195. Este nível, juntamente com $184, são zonas-chave a monitorizar.
Os indicadores de momentum começam a enfraquecer: RSI e MACD viram negativos com a recente queda. Ontem, a ação registou um ligeiro ressalto abaixo de $195.
Num horizonte de médio prazo, um movimento de regresso à base do range parece plausível. Com os resultados previstos nas próximas semanas, a reação do mercado a sinais de fraqueza numa das suas principais ações será determinante, especialmente num contexto de incerteza geopolítica.