Aviso de Risco: Produtos alavancados apresentam um alto nível de risco e podem resultar na perda total do seu capital. Certifique-se de compreender completamente os riscos antes de investir.
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Gás Natural Tenta Reagir com o Pico do Inverno

O ambiente atual aponta para uma espécie de “guerra fria” das commodities — possivelmente o início de um novo Superciclo, algo não observado desde o início dos anos 2000. Enquanto os EUA exercem influência via ações políticas, tarifas e pressões estratégicas, a China avança com restrições sobre commodities e terras raras nas quais detém posição dominante como produtora ou refinadora.

Em janeiro de 2026, entraram em vigor novas medidas sobre Gálio e Germânio — metais pouco conhecidos do público, mas estratégicos. A prata também passou a integrar a lista de commodities restritas, com a China respondendo por cerca de 60% da produção global, após a classificação do metal como matéria-prima estratégica pelos EUA em novembro de 2025.

Quanto à ideia de Superciclo, vale lembrar: o petróleo atingiu US$ 147 em 2008; hoje negocia próximo de US$ 59,5. O ouro, que alcançou US$ 1.900 em 2011, levou mais de uma década para retomar ganhos consistentes. No fim dos anos 2000, investidores institucionais alocavam cerca de 15% de seus portfólios em commodities; hoje, essa parcela gira em torno de 3%.

Nesse contexto, voltamos ao gás natural (NGas), ativo altamente sazonal e relativamente descorrelacionado. Quando analisamos o ativo semanas atrás, negociava próximo de US$ 4 e, após o rompimento de uma linha de tendência, indicamos potencial queda até US$ 3,57. O movimento foi ainda mais intenso: após um gap de baixa, o preço chegou brevemente a US$ 3,123. A cotação atual está em US$ 3,344.

ANÁLISE TÉCNICA

Após o rompimento da linha de tendência mais inclinada em dezembro, todos os suportes estáticos foram violados. A reação ocorreu exatamente na linha de tendência menos inclinada iniciada no fim de agosto de 2025, próxima de US$ 3,253.

Desde então, os preços voltaram a testar a região de US$ 3,57. Os indicadores (RSI e MACD) ainda não sinalizam base sólida para uma alta sustentada. Não se descarta novo teste da região de US$ 3,00, onde converge uma linha de tendência de longo prazo iniciada no fim de 2023 — cenário que, se ocorrer, tende a ser breve.

Caso essa zona seja alcançada, o cenário-base aponta para a última perna de alta sazonal do inverno, potencialmente até fevereiro ou março, com alvos naturais entre US$ 3,75 e US$ 3,94. Se o viés baixista persistir, o nível crítico a monitorar é US$ 2,665.

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